O vereador Francisco Sellin (PDT) apresentou na sessão da Câmara de ontem (9) um projeto de lei que propõe a proibição do uso das chamadas “pulseiras do sexo” e o debate do comportamento sexual nas escolas municipais e a orientação visando à conscientização de pais e professores sobre a necessidade de auxiliar crianças e adolescentes no desenvolvimento responsável de sua sexualidade.
“A sexualidade se desenvolve cada vez mais cedo e, muitas vezes, sem que pais e professores se dêem conta ou saibam lidar com ela. Por isso a proposta é que as escolas municipais incluam sem seu calendário debates ou mesmo reuniões com um profissional da área para orientá-los sobre como proceder com os jovens da melhor maneira possível”, diz o vereador.
Sellin lembra que, recentemente, a divulgação do suposto jogo sexual praticado pelos adolescentes nas escolas, o das “pulseiras do sexo”, causou furor. No jogo, a cor de cada adereço utilizado por um menino ou menina indicaria sua disposição para um ato de conotação sexual . Segundo os participantes deste “jogo”, uma menina utilizando pulseira amarela, por exemplo, estaria sinalizando sua vontade de mostrar os seios a quem pedisse, enquanto um rapaz com pulseira cor-de-rosa se disporia a fazer sexo oral com uma garota.
“Sabemos que nem todos que usam pulseiras coloridas estão querendo dizer algo sobre ou fazer sexo e os que realmente atribuem essa conotação às pulseiras podem, facilmente, substituí-las por outros objetos ou gestos. Mas vários vereadores apoiaram a proibição e decidimos optar por ela até mesmo como uma forma de chamar atenção para o problema, promover o debate e dificultar essa ação. A solução, porém, só virá se professores e pais também estiverem atentos e sabedores da melhor forma de ajudar seus alunos e filhos a desenvolver a sexualidade de maneira responsável e consciente“, diz Sellin, ressaltando que a maternidade infanto-juvenil não-desejada e diversas doenças sexualmente transmissíveis são fruto direto de desconhecimento e irresponsabilidade na vida sexual.
O vereador destaca ainda que a sexualização precoce é um fenômeno crescente no Brasil e que dificilmente será revertido. “O jovem de hoje tem muito mais acesso a informações - via Internet, televisão, rádio, jornais – e isso não é necessariamente ruim, mas com certeza implica em uma atuação mais forte de pais, professores e adultos responsáveis na educação, inclusive sexual, de nossas crianças e adolescentes”, pontua.